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Mocinha "plena" de Marina Ruy Barbosa é ponto fraco em "O Sétimo Guardião"

Chico Barney

11/12/2018 19h11

Foto: Reprodução

MARINA RUY Barbosa é uma das ótimas atrizes da televisão brasileira. Com extensa ficha corrida de bons serviços, está passando por dificuldades para encontrar o tom de Luz, protagonista de "O Sétimo Guardião".

Claro que o texto não ajuda. A mocinha da novela é "plena", sem sofrer com dilemas éticos, morais e sequer sobrenaturais, uma vez que estamos falando de realismo fantástico.

Ao ser presa por um crime que não cometeu, a heroína de Marina Ruy Barbosa não esboçou apreensão. Foi entrando na cadeia como se procurasse por uma "brusinha" na Forever 21.

Luz simplesmente se apresenta quando as maiores maluquices aparecem pela frente. Uma mão ensaguentada sai da xícara de café, um garoto-propaganda de automóveis capota e é enterrado vivo, sendo encontrado por um gato preto cheio de mistérios… Nada abala a garota.

Mas ela não aparenta ser destemida ou aventureira. Pela performance da atriz até aqui, a impressão é que a protagonista vai lá por convicções alheias a qualquer coisa que o telespectador consiga se relacionar, tipo o script da novela. Ela simplesmente vai.

Claro que é ótimo fugir do estereótipo da mocinha sofredora uma vez ou outra, mas ela precisa de motivos mais sólidos para se tornar digna da torcida da audiência.

E se os roteiristas estiverem realmente tentando evitar certos clichês, teria sido de bom alvitre não colocar mais uma protagonista de novela no xilindró por conta de jóias que não roubou.

De qualquer forma, continuo esperançoso que "O Sétimo Guardião" se torne, eventualmente, uma boa novela. Aguinaldo Silva costuma agir bem quando são necessários ajustes com o voo já em curso.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

Sobre o autor

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002

Chico Barney