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Yanna Lavigne consegue se destacar negativamente em "O Sétimo Guardião"

Chico Barney

23/03/2019 15h43

Foto: Reprodução

Não existe muita coisa boa para falar sobre "O Sétimo Guardião". Aqui entre nós, não consigo lembrar de absolutamente nada positivo a essa altura do campeonato. As tramas são desagradáveis, os personagens não têm carisma e todo o resto vai muito mal. As cenas são escuras, o texto é abobalhado, ninguém se importa com os ganchos para os próximos capítulos.

Mesmo em um 'Deus nos acuda' dessas proporções, é possível destacar negativamente o trabalho de  Yanna Lavigne. Depois de 4 meses com esse transatlântico desgovernado no ar, já dá para afirmar que a jovem atriz ainda não encontrou o tom da sua personagem, a vingativa Laura.

E pior ainda: é razoável afirmar que a atriz ainda não acertou a entonação de nenhuma frase do texto. Seus diálogos costumam sair de maneira truncada, deixando sempre transparecer que ela está lembrando do que decorou antes de alguém gritar "ação". Ao contracenar com monstros sagrados como Lília Cabral e Toni Ramos, o desnível fica ainda mais aparente.

Algumas cenas parecem até extraídas de alguma paródia dos bons tempos do Casseta & Planeta, com bateção de cabelo fora da hora e um olhar de ódio que nem sempre combina com o que está sendo proferido pela personagem. É doloroso.

Nutro grande simpatia pela atriz e cheguei a celebrar que finalmente estava ganhando espaço em uma novela no horário nobre. Com o que foi apresentado até aqui, seria bom alvitre ter esperado mais um pouco.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

 

Sobre o autor

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002

Chico Barney